São José Esporte Clube

São José dos Campos, 21 de abril de 2015.

História Fundação do Clube

O Esporte Clube São José foi fundado em 13 de agosto de 1933. Tudo começou por causa de um desentendimento entre Galiano Alves e seus companheiros de diretoria da Associação Esportiva São José (AESJ). De um fato aparentemente irrelevante acabou nascendo um grande clube, que se tornou a partir de então, o maior rival da AESJ, a quem caberia mais tarde representar o futebol profissional da cidade de São José dos Campos.

Galiano convidara um jogador do DER, Nhô Luiz, para integrar a equipe da Associação numa de suas partidas de futebol, mas ele acabou sendo desprezado. Chegou a realizar alguns treinos, mas não foi escalado no time principal nenhuma vez. Galiano ficou magoado com o pouco caso e demitiu-se do clube. Sua revolta o levou a procurar alguns amigos mais íntimos a fim de iniciar o trabalho para a fundação de uma nova agremiação social e esportiva na cidade. Ficara sem ambiente na Associação.

Em princípios de agosto de 1933, já estava formada uma comissão de quatro esportistas, que deveriam tomar as primeiras providências para a organização do clube: Galiano Alves, Victório Pulga, Clementino de Oliveira e Pedro Salustiano de Faria. No ano de 1955, quando o Esporte Clube São José completava 22 anos de existência, o velho Pulga, então com 66 anos, relembrou o episódio da fundação do clube, prestando o seguinte depoimento a uma revista da época:
“Providenciamos primeiramente a aquisição de um terreno para a localização do campo e concretizamos o nosso desejo. Naquele tempo compramos o terreno por 11 mil cruzeiros, da família Ângelo Castro. Demos a importância de 2 mil cruzeiros cada, e o restante pago depois pelo Sr. Nelson Martins Pereira. Eu assinei o compromisso de compra do terreno. Depois disso foi que convidamos outros amigos para a reunião de fundação, uma vez que o primeiro passo já havia sido dado”.

A sessão de fundação do Esporte Clube São José foi presidida por Galiano Alves e secretariada por Carlos Belmiro dos Santos, num prédio da rua Sebastião Hummel, onde foi instalada a primeira sede do clube. Mais tarde o Esporte Clube São José mudou sua sede para a rua XV de Novembro, 175. Por proposta do próprio Galiano, foram aprovadas as cores da camisa do ECSJ: preto e branco. Coube ao esportista Danilo Monteiro desenhar o distintivo. A primeira mensalidade cobrada dos associados foi de 2 mil réis.

Dois outros clubes da cidade fizeram fusão com o ECSJ: o Internacional Futebol Clube e o Klaxon Clube, este em 1938, por problemas financeiros. Durante 31 anos, o Esporte Clube São José dedicou-se, na maior parte, ao futebol amador e às suas promoções sociais. Os bailes no salão de festas eram dos mais concorridos. O clube chegou a possuir um conjunto de ritmos – o Caçula Boys, dirigido pelo professor Sérgio Weiss. Eram dois salões de baile, um do tipo americano, rústico, onde também eram exibidos filmes para os associados. Tudo era feito com ordem, disciplina e amor.
Nos gramados havia grande rivalidade com a Associação Esportiva São José, que anos mais tarde desativou o seu departamento de futebol para construir um clube poliesportivo. O Esporte Clube São José acabou entrando para o futebol profissional, disputando uma temporada em 1957, e mais tarde encarando o desafio em definitivo, a partir de 1964, época do presidente Mário Ottoboni.

Mudança de Nome

O Esporte Clube São José passou a chamar-se São José Esporte Clube e mudou as cores de sua camisa em dezembro de 1976. Como a tradição não se muda, considera-se apenas uma saída estratégica (fugindo das dívidas). A própria Federação Paulista de Futebol considera até o hoje a existência de um único clube, embora tenha sido elaborada uma nova Ata de fundação no dia 24 de dezembro de 1976. A nova fase começou com presidente Altamirando Negrão Palma, e um novo conselho deliberativo (*).
A partir de então, o clube não mais recebeu o apelido de Formigão do Vale. Nos anos seguintes chegou a ser chamado de Azulão, Dragão, e finalmente, por sugestão do presidente Laerte Pinto da Cunha, em 1979, passou ser conhecido como Águia do Vale.
(*) Os vinte conselheiros efetivos eleitos foram: Sampson Rozemblat, José de Castro Coimbra, Pierino Rossi, Clair Aparecido Costa, Sérgio Weiss, João Reis Quaglia, Antonio Peneluppi, Idemauro Alves Palmeiras, Vicenzo Sciamarella, Délvio Buffulin, Pedro Moacir de Almeida, Antonio Pivatto, José Jorley do Amaral, Flávio Trunkl, Luiz Del’Chiaro, Luiz Roberto Porto, Pedro Celestino de Freitas, José Luiz de Almeida, Leopoldo Weiss e Nelson Martins Pereira. E ainda foram escolhidos dez conselheiros suplentes, a saber: Felipe Antônio Cury, Paulo José Simão, Rivadávia Alves Cardoso, Maurício Peneluppi, Cléber Wilson Córdoba Lima, Luiz Antonio Sabonge, Hélio Porgues, Hamilton do Nascimento Freitas, José Nicodemo e Ruberval Bastos.

Fonte: Alberto Simões – Historiador

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